Olha Isso!!!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo



I — As Pirâmides em Gizé (Egito)

Sepulturas dos faraós, contruídas na planície de Gizé, a 15 quilômetros do Cairo - capital do Egito. As pirâmides foram construídas entre 2.650 e 2.500 antes de Cristo. A única das maravilhas que permanece em pé até hoje!




Acima, o primeiro selo postal aéreo do Egito, emitido em 1933, com valor facial de 1 m. Ao lado, cartão postal de 1900, aproximadamente.




II — O Farol em Alexandria (Egito)
O Farol de Alexandria foi construído em 280 antes de Cristo, todo em mármore branco, pelo faraó Ptolomeu II, na ilha de Pharos, do qual se derivou o nome Farol...
Centenas de homens mantinham acesa uma chama no topo e mecanismos registravam a direção dos ventos e as horas. Esta estrutura media 134 metros de altura e foi destruída por um terremoto, em 1302.
No final de 1995, arqueólogos retiraram do fundo do Mediterrâneo estátuas e blocos de pedra que, supostamente, teriam sido do farol. A cidade de Alexandria está localizada no delta do rio Nilo, às margens do Mar Mediterrâneo.
É a segunda maior cidade do Egito, têm milhões de habitantes e um dos maiores portos do Mediterrâneo. Fundada em 332 antes de Cristo, por Alexandre – o Grande, tal cidade teve papel eminente no último período da antigüidade egípcia.
Durante séculos Alexandria foi a capital do Egito e a capital cultural do mundo. O selo aéreo abaixo foi emitido pelo Egito em 1998 (Scott: C230) e mostra o Farol de Alexandria...

III — Os Jardins Suspensos da Babilônia (Iraque)
Seis montes de terra artificiais, com terraços arborizados, apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura, construídos pelo rei Nabucodonosor, para agradar e consolar sua esposa preferida Amitis.
Chegava-se a eles por uma escada de mármore. Também chamados de Jardins Suspensos de Semiramis, foram construídos no século VI antes de Cristo, no sul do Iraque, na Babilônia.
Os terraços foram construídos um em cima do outro e eram irrigados pela água bombeada do rio Eufrates. Nesses terraços estavam plantadas árvores e flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos jardins podia-se ver as belezas da cidade abaixo. Não se sabe quando foram destruídos...
Nabucodonosor — rei da Babilônia (630 a.C.?-562 a.C.)
Durante seu governo a Babilônia atinge o auge de sua prosperidade e hegemonia, sendo conhecida como "Rainha da Ásia". Nebuchadrezar II, filho do general Nabopolassar, fundador da dinastia caldéia, sobe ao trono em 605 antes de Cristo, depois da morte do pai.
Transforma a cidade babilônica em centro cultural e financeiro do mundo antigo. A maior realização de seu reinado é um conjunto arquitetônico para proteger a cidade de invasões.
Compreende a Torre de Babel, com 250 m de altura, os Jardins Suspensos e um canal de defesa ligando os rios Tigre e Eufrates, a 40 quilômetros da Babilônia, cercado por um muro em toda a sua extensão, o Muro dos Medas.
Líder militar de grande energia e crueldade, aniquila os fenícios, derrota os egípcios e obtém a hegemonia no Oriente Médio. Estende o Império Babilônico até o Mar Mediterrâneo.
Em 598 antes de Cristo, conquista Jerusalém e realiza a primeira deportação de judeus para a Mesopotâmia, episódio conhecido como "O Cativeiro da Babilônia". Com a sua morte e sem um sucessor com a mesma força, os babilônios caem diante dos exércitos persas.

IV — A Estátua de Zeus (Grécia)
Figura central do Templo de Olímpia, também chamada de estátua criselefantina de Zeus, no Monte Olimpo, Grécia. Feita pelo grande escultor Fídias (Phidias), no século V antes de Cristo (447), era uma opulenta estátua de marfim e ébano com 12 a 18 metros de altura.
Após séculos de existência, a estátua foi destruída por um incêndio em 475 depois de Cristo. A única idéia que se tem dessa estátua podemos conjeturar através das moedas de Elis, as quais se supõem carregar a figura original da estátua.

V — O Templo de Ártemis (Turquia)
O Templo de Ártemis foi erguido por Creso, rei da Lídia entre 560 a 547 antes de Cristo, na cidade de Éfeso (Epheseus), na antiga Província da Ásia Menor (atual Turquia). Homenageava a deusa dos bosques Ártemis, chamada de Diana pelos romanos.
Os colonizadores gregos encontraram os habitantes da Ásia cultuando uma deusa a qual identificaram como Ártemis. Eles então construíram um pequeno templo no qual foi reconstruído e aumentado muitas vezes.
Somente na quarta expansão, o Templo foi incluído na lista das maravilhas do mundo. O templo levou cerca de 120 anos para ser terminado. Media 138 metros de comprimento, por 71,5 metros de largura, com colunas de 19,5 metros de altura e era famoso pelas obras de arte, entre elas a escultura da deusa em ébano, ouro, prata e pedra preta.
Nota: As medidas do templo diferem de acordo com a fonte, como o recorte abaixo, por exemplo, extraído da revista Tio Patinhas de n° 495 "O Tesouro de Creso" (recebido de Lídia em 08/03/2007).
Foi destruído duas vezes: a primeira em 356 antes de Cristo (na noite do nascimento de Alexandre - o Grande), em um incêndio causado por um maníaco, Eróstrato; a segunda no século III antes de Cristo, por um ataque dos godos.
Restaram algumas esculturas e objetos que, hoje, estão no Museu Britânico, em Londres.
Nota: Foi no "Reino da Lídia" que surge a cunhagem em série das primeiras moedas usadas para as transações comerciais, cujo sistema monetário os povos conhecem até hoje...


VI — O Mausoléu em Halicarnassus (Turquia)
O Túmulo do rei Mausolo foi construído em 353 antes de Cristo, por Artemísia, viúva de Mausolo, em Helicarnasso, Cária (situado na Ásia Menor, atual Turquia).
Tinha 50 metros de altura e terminava com uma carruagem puxada por 4 cavalos, no topo de uma pirâmide com 24 degraus. Em seu interior haviam esculturas e estátuas.
Depois da morte do rei Mausolus de Caria, a rainha contratou arquitetos gregos para construírem um soberbo monumento sobre os restos mortais do rei. O nome da estrutura foi uma homenagem a Mausolus e, hoje, é aplicada em sepúlcros suntuosos.
Foi destruído por um terremoto entre os séculos XI e XV. Seus restos estão no Museu Britânico, em Londres, também em Bodrum, na Turquia.


VII — O Colosso de Rodes (Grécia)
Estátua de Apolo que media 105 pés de altura, aproximadamente, 32 metros. Uma estátua gigantesca que representava o deus sol Hélio (Helios), foi esculpida em bronze por Chares, em 280 antes de Cristo, no acesso à Ilha de Rodes, no Mar Mediterrâneo.
Tal estátua guardava a entrada do porto e foi destruída em um terremoto no ano de 224 antes de Cristo. Após centenas de anos, aproximadamente em 656 depois de Cristo, os fragmentos da estátua foram vendidos como sucata e, então, derretidos.
Abaixo, selo emitido pelo Mali, com valor facial de 280 Francos, alusivo ao Colosso de Rodes...

Com exceção da grande pirâmide, todos esses trabalhos foram destruídos.

Algumas esculturas do mausoléu de Helicarnasso e do templo de Efeso foram encontradas e estão no Museu Britânico...


Emissões filatélicas nesta temática:Grécia: 1947 – Scott: 506/515 (10) Colossus of Rhodes: 1000. Statue of Hippocrates: 600. NTHungria: 1980 – Scott: 2631/2637.

As 7 Maravilhas do Mundo Antigo. JTMongólia: 1990 – Yvert: 1773/1779 (7). Scott: 1888/1894.

As 7 Maravilhas do Mundo Antigo. NTRepública Democrática do Congo: 1 selo sobre as 7 Maravilhas do Mundo Antigo, com valor facial de 300f. NT

Museu da Maquete — Lttle Worldhttp://www.littleworld.com.br/


Além de peças históricas da humanidade como As 7 Maravilhas do Mundo Antigo, o Museu da Maquete, inaugurado em setembro de 2006, retrata a arquitetura turística, através de peças relevantes da cultura nacional, de várias cidades capitais como:


Brasília — Catedral Metropolitana de Brasília e Palácio do Itamaraty

Curitiba — Palácio de Cristal

Rio de Janeiro — Arcos da Lapa e Cristo Redentor

Salvador — Elevador Lacerda e Pelourinho

São Paulo — Hotel Unique, MASP, Museu do Ipiranga e Torre do Banespa


Assim como peças importantes da cultura mundial como: Arco do Triunfo e Torre Eiffel com o 14-BIS (Paris — França), Estátua da Liberdade (Nova Iorque — Estados Unidos), Taj Mahal (Agra — Índia), Torre de Pisa (Pisa — Itália), Ópera House (Sidney — Austrália), Edifício Taipei (Taipei, Taiwan — China), entre outras maquetes em exposição.


Próximo da capital de São Paulo, o Museu da Maquete está localizado no quilômetro 28 da Rodovia Raposo Tavares. Telefone: 4617-4433 ou E-mail: (atendimento@littleworld.com.br).

Encontrado em:

Taj Mahal, uma história de Amor.




O Taj Mahal, é não mais do que uma ode ao amor e representa toda a eloquência que este sentimento pode ser. Durante séculos, o Taj Mahal inspirou poetas, pintores e músicos que tentaram capturar a sua magia em palavras, cores e música. Viajantes cruzaram continentes inteiros para ver esta esplendorosa beleza, sendo poucos os que lhe ficaram indiferentes.
Como todas as histórias, esta também começa da mesma maneira... Era uma vez um príncipe chamado Kurram que se enamorou por uma princesa aos 15 anos de idade. Reza a história que se cruzaram acidentalmente mas seus destinos ficaram unidos para todo o sempre. Após uma espera de 5 anos, durante os quais não se puderam ver uma única vez, a cerimónia do casamento teve lugar do ano de 1612, na qual o imperador a rebaptizou de Mumtaz Mahal ou "A eleita do palácio". O Príncipe, foi coroado em 1628 com o nome Shah Jahan, "O Rei do mundo" e governou em paz.
Quis o destino que Mumtaz não fosse rainha por muito tempo. Ao dar à luz o 14º filho de Shah Jahan, morreu aos aos 39 anos em 1631. O Imperador ficou tremendamente desgostoso e inconsolável e, segundo crónicas posteriores, toda a corte chorou a morte da rainha durante 2 anos. Durante esse período, não houve musica, festas ou celebrações de espécie alguma em todo o reino.
Shah Jahan ordenou então que fosse construído um monumento sem igual, para que o mundo jamais pudesse esquecer. Não se sabe ao certo quem foi o arquitecto, mas reuniram-se em Agra as maiores riquezas do mundo. O mármore fino e branco das pedreiras locais, Jade e cristal da China, Turquesa do Tibet, Lapis Lazulis do Afeganistão, Ágatas do Yemen, Safiras do Ceilão, Ametistas da Pérsia, Corais da Arábia Saudita, Quartzo dos Himalaias, Ambar do Oceano Índico.
Surge assim o Taj Mahal. O seu nome é uma variação curta de Mumtaz Mahal.. o nome da mulher cuja a memória preserva. O nome "Taj", é de origem Persa, que significa Coroa. "Mahal" é arábico e significa lugar. Devidamente enquadrado num jardim simétrico, tipicamente muçulmano, dividido em quadrados iguais cruzado por um canal ladeado de ciprestes onde se reflecte a sua imagem mais imponente. Por dentro, o mausoléu é também impressionante e deslumbrante. Na penumbra, a câmara mortuária está rodeada por finas paredes de mármore incrustado com pedras preciosas que forma uma cortina de milhares de cores. A sonoridade do interior, amplo e elevado é triste e misterioso, como um eco que soa e ressoa sem nunca se deter.
Sobre o edifício surge uma cúpula esplendorosa, que é a coroa do Taj Mahal. Esta é rodeada por quatro cúpulas mais pequenas, e nos extremos da plataforma sobressaem quatro torres que foram construídas com uma pequena inclinação, para que em caso de desabamento, nunca caiam sobre o edifício principal.

Os arabescos exteriores são desenhos muçulmanos de pedras semi preciosas incrustadas no mármore branco, segundo uma técnica Italiana utilizada pelos artesãos hindus. Estas incrustações eram feitas com tamanha precisão que as juntas somente se distinguem à lupa. Uma flor de apenas sete centímetros quadrados, pode ter até 60 incrustações distintas. O rendilhado das janelas foi trabalhado a partir de blocos de mármore maciço.
Diz-se que o imperador Shah Jahan queria construir também o seu próprio mausoléu. Este seria do outro lado do rio. Muito mais deslumbrante, muito mais caro, todo em mármore preto, que seria posteriormente unido com o Taj Mahal através de uma ponte de ouro. Tal empreendimento nunca chegou a ser levado a cabo. Após perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e, a partir dos seus alojamentos, contemplou a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal. Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.

BELEZA AMEAÇADA:

O Taj Mahal, na Índia, está ficando amarelo por causa da poluição. A afirmação foi divulgada em um relatório apresentado por uma comissão do parlamento local criada para investigar o assunto. O estudo diz que a construção deve ser submetida a uma intervenção imediatamente ou a camada que a envolve fará com que o mármore perca para sempre a brancura.
Ahmad Masood/Reuters
Poluição faz mármore do monumento amarelar
O monumento foi construído no século 17 na cidade de Agra em mármore branco, pelo imperador ShaJahan em memória de sua mulher. É um patrimônio tombado pela Unesco.
O governo da região de Uttar Pradesh, onde se encontra Agra, proíbe há alguns anos a instalação de qualquer tipo de indústria num raio de 14 quilômetros ao redor do monumento e também a circulação de qualquer veículo motorizado no entorno da construção.
Apesar das proteções, os equipamentos que monitoram a saúde na área em torno do Taj Mahal apontaram uma presença constante de dióxido de enxofre e outras substâncias poluentes. Segundo especialistas, as mudanças climáticas também atuam sobre o mármore do monumento.
A comissão parlamentar pediu à Archeological Survey of India que tome providências para salvar o monumento, que é o lugar mais visitado da Índia e é candidato forte para ser reconhecido como uma das novas sete maravilhas do mundo.
Leia mais
Índia investirá US$ 19 milhões na proteção do seu patrimônio
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Taj Mahal

Publicado em:
http://blog.uncovering.org/archives/2005/08/taj_mahal.html

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

A Lição do Bambu Chinês



Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada. Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu. Mas, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende verticale horizontalmente pela terra está sendo construída.

Um escritor americano escreveu:
“Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês”: você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará, e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava...


O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos,de nossos sonhos... especialmente no nosso trabalho (que é sempre um grande projeto em nossas vidas).


É que devemos lembrar do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.


Tenha sempre dois hábitos:
Persistência e Paciência, pois você merece alcançar todos os sonhos!!!
É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Marcas

O texto é longo, mas vale a pena ler. É muito lindo!


Quando eu era criança, bem novinho, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança. Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala.
Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado enquanto minha mãe falava com alguém.
Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era "Uma informação, por favor" e não havia nada que ela não soubesse.
"Uma informação, por favor" poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa.
Minha primeira experiência pessoal com esse gênio-na-garrafa veio num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo. A dor era terrível, mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia. Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido até que pensei: O telefone!
Rapidamente fui ate o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente à cômoda da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Alguém atendeu e eu disse:
- "Uma informação, por favor".
Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido.
- “Informações”.
- "Eu machuquei meu dedo...", disse, e as lagrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência.
- “A sua mãe não esta em casa?", ela perguntou.
- “Não tem ninguém aqui...", eu soluçava.
- “Está sangrando?”.
- “Não", respondi.
- "Eu machuquei o dedo com o martelo, mas tá doendo...”.
- “Você consegue abrir o congelador?", ela perguntou.
Eu respondi que sim.
“Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo", disse a voz.
Depois daquele dia, eu ligava para "Uma informação, por favor" por qualquer motivo. Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou onde ficava a Philadelphia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas.
Então, um dia, Petey, meu canário, morreu. Eu liguei para "Uma informação, por favor" e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Mas eu estava inconsolável. Eu perguntava:
- “Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?"
Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente:
- “Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também...”.
De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor.
No outro dia, lá estava eu de novo.
- “Informações”. disse a voz já tão familiar.
- “Você sabe como se escreve 'exceção'?”.
Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacífico. Quando eu tinha nove anos, nós nos mudamos para Boston. Eu sentia muita falta da minha amiga.
"Uma informação, por favor" pertencia aquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho que ficava na nova cômoda na nova sala. Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saiam da minha memória.
Freqüentemente, em momentos de dúvida ou perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo. Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao perder tempo atendendo as ligações de um menininho.
Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião teve uma escala em Seattle. Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois vôos. Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos. Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o número da operadora daquela minha cidade natal e pedi:
- “Uma informação, por favor”.
Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo: - “Informações”.Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando: - “Você sabe como se escreve 'exceção'?" Houve uma longa pausa. Então, veio uma resposta suave:
- “Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul”.
Eu ri. "Então, é você mesma!", eu disse.
"Você não imagina como era importante para mim naquele tempo”.
- "Eu imagino", ela disse.
- “E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações. Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse”.
Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la quando fosse encontrar a minha irmã.
- “É claro!", ela respondeu.
- “Venha até aqui e chame a Sally”.
Três meses depois eu fui a Seattle visitar minha irmã.
Quando liguei, uma voz diferente respondeu:
- “Informações”.
Eu pedi para chamar a Sally.
- “Você é amigo dela?", a voz perguntou.
- “Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul”.
- "Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio período porque estava doente. Infelizmente, ela morreu há cinco semanas”.
Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou:
- "Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul?”.
- "Sim”.
- “A Sally deixou uma mensagem para você”.
Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse. Eu vou ler pra você“.
A mensagem dizia:
“Diga a ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também. Ele vai entender”.
Eu agradeci e desliguei.
Eu entendi...
Nunca subestime a marca que você deixa nas pessoas...
(Autor Desconhecido)


Minha lista de blogs